Maternidade de Imperatriz enfrenta risco de ficar sem médicos

maternidade imperatriz
MPMA cobra medidas emergenciais para impedir falta de médicos na Maternidade de Alto Risco após encerramento de contrato em Imperatriz.

O Ministério Público do Maranhão cobrou, em outubro de 2026, medidas emergenciais para garantir médicos na Maternidade de Alto Risco de Imperatriz. A recomendação ocorreu porque o Contrato nº 463/2025 terminaria em 21 de outubro, sem comprovação de uma solução para manter os serviços de ginecologia e obstetrícia.

A Promotoria já havia solicitado informações à Secretaria de Estado da Saúde e à EMSERH em 9 de outubro. O pedido tratava do fim do contrato, possível substituição da empresa, cobertura das escalas e providências para evitar interrupções. Entretanto, nenhuma resposta formal havia sido recebida.

RISCO DE INTERRUPÇÃO

Segundo informações repassadas ao MP, a empresa contratada pretendia encerrar os serviços, enquanto a administração mantinha contatos com outra prestadora. No entanto, ainda não havia confirmação de nova contratação nem definição concreta dos médicos na Maternidade de Alto Risco que assumiriam os atendimentos.

A Promotoria destacou que a unidade atende gestantes e pacientes em situações de elevada complexidade e risco obstétrico. Além disso, eventual interrupção dos plantões poderia afetar emergências, atrasar intervenções e expor gestantes, parturientes, puérperas e recém-nascidos a riscos graves, inclusive de morte.

Por isso, o MP recomendou que a Secretaria de Saúde e a EMSERH adotassem medidas administrativas, financeiras, operacionais e contratuais para assegurar médicos na Maternidade de Alto Risco. Entre as alternativas estavam continuidade temporária da atual empresa, contratação emergencial ou outra solução juridicamente possível.

PRAZOS PARA PROVIDÊNCIAS

A recomendação determinou a apresentação de um plano emergencial em até seis horas. O documento deveria identificar a solução escolhida, responsáveis, quantidade necessária de médicos, escalas, profissionais dos plantões, cronograma da transição e medidas para urgências obstétricas.

Em até 12 horas, os órgãos deveriam comprovar as providências adotadas com contratos, ordens de serviço, atos administrativos e escalas. O MP afirmou que informações genéricas sobre negociações ou expectativas de contratação não seriam suficientes para comprovar a eliminação do risco.

Inclusive, a transição entre empresas deveria ocorrer sem períodos descobertos. A recomendação exigiu continuidade dos plantões e acompanhamento das pacientes internadas, além de representantes responsáveis por conferir escalas e comunicar qualquer risco de falta de médicos na Maternidade de Alto Risco.

COBRANÇA DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Os destinatários também receberam prazo máximo de 12 horas para responder à recomendação e informar as ações previstas. A Promotoria advertiu que o descumprimento poderia provocar a adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis pelo Ministério Público.

A Recomendação nº 14/2026 foi assinada pelo promotor Thiago de Oliveira Costa Pires e encaminhada para publicação. Uma cópia também deveria integrar a Notícia de Fato nº 010232-253/2026, aberta para acompanhar os riscos à continuidade da assistência médica na unidade.

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