
O deputado estadual Carlos Lula afirmou, nesta quarta (27), durante sessão plenária da Assembleia Legislativa do Maranhão, que a saúde pública estadual enfrenta problemas graves em unidades hospitalares do Maranhão.
O parlamentar citou a morte da esposa do vereador Sidney, de Graça Aranha, após uma cirurgia realizada no Hospital de Timbiras, além da suspensão de refeições para funcionários do Hospital Presidente Dutra.
Segundo Carlos Lula, a paciente passou por um procedimento para retirada de pedras na vesícula no Hospital de Timbiras. De acordo com o deputado, o médico responsável teria perfurado uma artéria durante a cirurgia, provocando intenso sangramento.
“O médico que realizou o procedimento cirúrgico simplesmente furou a artéria da esposa do vereador Sidney”, declarou o parlamentar durante a sessão.
Ainda conforme o deputado, a unidade não possuía bolsas de sangue disponíveis no momento do atendimento. “A equipe foi, a toda velocidade, a Codó buscar bolsa de sangue, mas, quando chegou, infelizmente a paciente já tinha chegado a óbito”, afirmou Carlos Lula.
O parlamentar também declarou que o caso não representa um episódio isolado na saúde pública estadual.
O deputado afirmou ainda que, passadas três semanas da morte, o Governo do Maranhão não teria apresentado pedido de desculpas à família do vereador Sidney.
“Talvez, se houvesse o mínimo de cuidado e responsabilidade da Secretaria de Saúde com as pessoas, aquela morte teria sido evitada”, disse. Além disso, ele associou o caso à falta de estrutura e assistência nas unidades de saúde administradas pelo estado.
Carlos Lula também apresentou um comunicado interno relacionado ao Hospital Presidente Dutra. Conforme o documento citado por ele na tribuna, funcionários da unidade deixaram de receber refeições desde o dia anterior ao pronunciamento.
“Enfermeiro, médico, recepcionista, quem trabalha 24 horas na unidade não tem mais direito à alimentação”, declarou o deputado.
De acordo com o parlamentar, a empresa responsável pelo fornecimento de alimentação estaria há seis meses sem receber pagamentos do Governo do Maranhão. Por isso, o serviço teria sido interrompido. “Ontem à noite, as pessoas já não tiveram jantar, não tiveram ceia e hoje, pela manhã, novamente não tiveram o café da manhã”, afirmou.
O deputado também declarou que a situação compromete o trabalho dos profissionais e pode afetar diretamente o atendimento aos pacientes dentro da rede estadual. “Como é que o funcionário vai cuidar do paciente se sequer direito à alimentação ele está tendo?”, questionou




