
O Ministério Público do Maranhão (MPMA) abriu um inquérito civil para investigar suspeitas de funcionários fantasmas e nepotismo na Câmara Municipal de Bom Lugar. A apuração envolve o presidente da Casa, Marcelo de Brito Damascena, e cinco servidores comissionados, por possíveis irregularidades na folha de pagamento de 2025 e 2026.
A investigação começou após uma denúncia anônima. Durante três inspeções realizadas em 11 de junho, 24 e 30 de setembro, um servidor do Ministério Público não encontrou nenhum dos comissionados investigados trabalhando na Câmara. As visitas ocorreram em dias e horários não anunciados previamente.
Além disso, a presidência da Câmara e o setor de Recursos Humanos não atenderam às solicitações de documentos. O órgão havia requisitado portarias de nomeação, registros de frequência, declarações de parentesco e informações sobre a estrutura dos cargos, mas não recebeu o material solicitado.
Por isso, o promotor Lindemberg do Nascimento Malagueta Vieira determinou uma nova requisição ao presidente da Câmara, com prazo de dez dias para apresentar os documentos. Os cinco servidores também terão dez dias para prestar esclarecimentos e comprovar as atividades desempenhadas.
A investigação envolve Elzilene do Espírito Santo Soares, Vanderley Pereira de Oliveira, Vitória Beatriz Pergentino dos Reis, Osmir Barbosa Camelo e Marcos Antônio Rodrigues Damasceno.
O procedimento, publicado nesta quinta (5), terá prazo inicial de 365 dias. As suspeitas ainda não foram comprovadas.




