
Os compromissos firmados por Dino, então filiado ao Partido Comunista do Brasil, giravam em torno de problemas socioeconômicos. Ele disse, por exemplo, que trabalharia para erradicar o analfabetismo em solo maranhense.
“Estamos instituindo hoje o plano Mais IDH”, disse o governador recém-empossado, diretamente do Palácio dos Leões. “Por intermédio desse plano, vamos adotar ações nas 30 cidades que têm o pior IDH do Maranhão. O que nós queremos é que, ao fim do governo, não tenha nenhuma cidade maranhense no rol das cem piores do Brasil.”
A promessa ficou longe de ser cumprida. Dino deixou o governo em 2 de abril de 2022. Segundo o mais recente Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), de 2024, o Maranhão ocupa a última colocação entre as 27 unidades da Federação. No levantamento, o Estado ficou com pontuação 0,745. O Distrito Federal ocupou o topo, com 0,866.
OUTRAS PROMESSAS DE DINO PARA O MARANHÃO
No discurso de posse, Dino também prometeu “combate ao analfabetismo”. Não deu certo. Com 10,9%, o Maranhão tem a quinta maior taxa de analfabetismo do país. Fica atrás somente de outros quatro Estados do Nordeste: Ceará, Paraíba, Alagoas e Piauí.
Além disso, o político comunista falou em promover “ações de geração de renda e arranjos produtivos”. Tratou-se de mais uma promessa não cumprida. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, oito das dez cidades brasileiras com os menores PIB per capta são do Maranhão.
ATUAÇÃO POLÍTICA FORA DO GOVERNO
Apesar de ter deixado o cargo de governador do Maranhão há quatro anos, Flávio Dino segue interferindo na política local. Situação que envolve, inclusive, processo contra o seu sucessor no Palácio dos Leões e indicações ao Tribunal de Contas do Estado.
Por: Revista Oeste




